Make your own free website on Tripod.com

T & D® - MEDICINA

 

TUMORES MALIGNOS

cerebro.gif (66003 bytes)

São considerados tumores malignos não cadastráveis: pacientes com diagnóstico de patologia maligna confirmada clínica ou histopatologicamente mas que chegam para realizar uma modalidade terapêutica específica por motivo de impossibilidade técnica ou de pessoal em outro Hospital, e depois retornam ao Hospital de origem, sem agendamento. Estes pacientes são arquivados em cadastro especial e não computados nesta publicação.

A ficha utilizada no Registro Hospitalar é baseada no formato padrão da Coordenação de Programas de Controle do Câncer (Pro-Onco), do Instituto Nacional do Câncer. Foram inscritos no RHC todos os pacientes com diagnóstico de neoplasia maligna, tanto os atendidos ambulatorialmente quanto os internados. Este diagnóstico inclui pacientes com: tumores com confirmação histológica: malignos, primários ou metastáticos (/3,/6,/9), in situ (/2) e de comportamento incerto (/1); leucemias com comprovação laboratorial; tumores com suspeita de câncer com diagnóstico por imagem em área não acessível ao diagnóstico microscópico e tumores com suspeita clínica bem fundamentada de malignidade.

Os dados são coletados por técnicos em registro de câncer especificamente treinados e supervisionados de maneira contínua. Para a codificação da topografia e histologia dos tumores utiliza-se a Classificação Internacional de Doenças para Oncologia (CID-O, Segunda edição). Para o estadiamento dos tumores foi utilizada, quando aplicável e informada, a Classificação TNM da União Internacional Contra o Câncer _ UICC (Quarta edição). Além do TNM as seguintes classificações clínicas podem ser utilizadas: FIGO (para tumores genitais femininos), Chang (para meduloblastoma), Evans e D'Angio (para neuroblastoma), Reese-Ellsworth e CCSG (para retinoblastomas), Ann Arbor (para Doença de Hodgkin) e Murphy (para Linfomas Não Hodgkin), NWTS-3 (para tumor de Wilms) e Enneking (para tumores ósseos).

O Registro Hospitalar de Câncer - RHC utiliza um sistema informatizado para a processamento dos dados, desenvolvido pelo Setor de Informática da Liga Paranaense de Combate ao Câncer a partir de um Gerenciador de Banco de Dados Dataflex 3.0 que gera as tabelas de freqüência absolutas e relativas, auxiliado pelo programa Epi Info 6.04 para análise de dados. Foram também utilizados para a editoração os softwares que compõe o pacote Microsoft Office Pró versão 7.0.

Distribuição dos Casos - Considerações Preliminares

De 1990 a 1996 foram admitidos no HEG 28.889 pacientes, sendo que 19.560 tinham diagnóstico de tumor maligno, 4.643 com tumores benignos e 3.862 com outras patologias. 824 prontuários não tinham informação que pudessem permitir análise. Observa-se um aumento no número de pacientes com diagnóstico de tumor maligno admitidos no HEG, havendo um aumento de casos de 26,8% em 1996 em relação a 1990.

O Instituto Nacional do Câncer do Ministério da Saúde previa que em 1995 e 1996 ocorreria na Região Sul do Brasil 147.050 novos casos de câncer. Assim sendo, o número de casos admitidos no HEG nestes dois anos representaria isoladamente 4,3% do total de casos de câncer do Sul do país.

Dos 19.560 pacientes com tumores malignos admitidos no HEG, 13.052 (67%) foram considerados elegíveis pelo RHC, sendo 5.916 (45,3%) do sexo masculino e 7.136 (54,7%) do sexo feminino. Destes pacientes 97% tinham tumor primário único, sendo que em apenas 3% dos casos notou-se a ocorrência de tumores múltiplos, sendo a grande maioria destes casos em pacientes com tumores de pele. O número total de casos de tumores admitidos pelo RHC do HEG de 1990 a 1996 foi de 13.990, sendo que em 90,5% dos casos existe comprovação histológica do tumor primário; em 3,6% histologia da metástase e em 2,1% dos casos o diagnóstico foi firmado com base em citologia ou hematologia.

Número de Casos por tipo de diagnóstico, segundo o ano de matrícula na Instituição.

Número de Casos conforme elegibilidade no Registro Hospitalar de Câncer.

Procedência

Dos pacientes atendidos no HEG de 1990 a 1996, 78% (10.175) são procedentes do Estado do Paraná, sendo que mais da metade (5.557) destes pacientes são do interior do Estado e os demais (4.618) da Região Metropolitana de Curitiba. Os 2.835 (21,7%) dos pacientes são procedentes de outros Estados, sendo que a imensa maioria vêm de Santa Catarina (2.408 pacientes). O HEG também atendeu pacientes provenientes de Estados mais distantes: Rondônia (115), São Paulo (80), Rio Grande do Sul (79) e mais 153 pacientes de outros Estados. Apenas 42 pacientes (0,3%) são provenientes de outros países.

Faixa Etária e Sexo

Apenas 517 (4%) pacientes admitidos no HEG de 1990 a 1996 tinham menos de 15 anos de idade. No sexo feminino observa-se um aumento progressivo no número de casos já a partir dos 25 anos, com um pico de incidência entre a quarta e quinta décadas de vida, diminuindo após os 50 anos. No sexo masculino o aumento no número de casos acontece mais tardiamente do que nas mulheres (a partir dos 35 anos), com pico de incidência por volta da sexta década e queda já a partir dos 65 anos.

Estadiamento Clínico

Dos Prontuários analisados 70,6% foram estadiados, 17% eram de tumores não estadiáveis e 3,1% não se aplicava sistema de estadiamento clínico, e em 9,3% dos casos não se obteve informação sobre estadiamento do tumor.

Dos 13.990 tumores admitidos pelo RHC do HEG no período de 1990 a 1996, nos quais foram possível obter informações sobre estadiamento, 285 casos (2 %) eram in situ, 2.303 casos (16,5%) Estadio I, 2.506 casos (17,9%) Estadio II, 2.619 casos (18,7%) Estadio III e 2.164 casos (15,5 %) Estadio IV.

Diagnóstico e Tratamento Prévio

Dos 13.990 tumores admitidos, 10.854 casos (77,5%) não realizaram nenhum tratamento prévio e 3.129 casos (22,4%) já haviam sido tratados previamente à admissão: 2.750 casos (87,9%) submetidos a cirurgia, 255 casos (8,1%) tratados com alguma forma de quimioterapia, 111 casos (3,5%) submetidos a radioterapia e 13 casos (0,4%) foram tratados com hormonioterapia previamente à admissão no HEG, 18% dos casos que receberam algum tratamento prévio apresentavam doença metastática à admissão e 10,4% dos casos não tratados apresentavam-se com a mesma disseminação da doença.


CÂNCER DE ENCÉFALO

 

Os tumores cerebrais podem ocorrer em qualquer faixa etária, e, em conjunto, constituem o tumor sólido mais comum na infância, com uma ligeira predominância do sexo masculino. São mais raros nos adultos jovens, e em seguida aumentam novamente com a idade e voltam a cair a partir dos 70 anos. Nas crianças 70% dos tumores são infratentoriais, ocorrendo o inverso nos adultos (a maioria são supratentoriais).

Os tumores do sistema nervoso central representaram 2,4% do total de casos admitidos pelo RHC do HEG entre 1990 e 1996, com 342 casos, foi o 10º tumor em freqüência.

Quanto a distribuição por sexo, 206 casos (60,2%) em homens e 136 (39,8%) em mulheres.

O tipo histológico mais freqüente foram os astrocitomas com quase metade dos caso, seguidos pelos glioblastomas com aproximadamente 22% e pelos meduloblastomas em cerca de 10% dos casos. Em 5% dos casos não foi possível o diagnóstico histológico.

Para os 342 casos com câncer de encéfalo, 72,2% foram submetidos a radioterapia, 5,0% a Cirurgia e 2,0% a quimioterapia, ficando em 20,2% dos casos tratados através da combinação de tratamentos.

Ao final da primeira fase de tratamento 59,1% dos pacientes estavam vivos, 19% foram a óbito e 21,9% dos casos foram perdidos de seguimento.

 

TUMORES MALIGNOS

São considerados tumores malignos não cadastráveis: pacientes com diagnóstico de patologia maligna confirmada clínica ou histopatologicamente mas que chegam para realizar uma modalidade terapêutica específica por motivo de impossibilidade técnica ou de pessoal em outro Hospital, e depois retornam ao Hospital de origem, sem agendamento. Estes pacientes são arquivados em cadastro especial e não computados nesta publicação.

A ficha utilizada no Registro Hospitalar é baseada no formato padrão da Coordenação de Programas de Controle do Câncer (Pro-Onco), do Instituto Nacional do Câncer. Foram inscritos no RHC todos os pacientes com diagnóstico de neoplasia maligna, tanto os atendidos ambulatorialmente quanto os internados. Este diagnóstico inclui pacientes com: tumores com confirmação histológica: malignos, primários ou metastáticos (/3,/6,/9), in situ (/2) e de comportamento incerto (/1); leucemias com comprovação laboratorial; tumores com suspeita de câncer com diagnóstico por imagem em área não acessível ao diagnóstico microscópico e tumores com suspeita clínica bem fundamentada de malignidade.

Os dados são coletados por técnicos em registro de câncer especificamente treinados e supervisionados de maneira contínua. Para a codificação da topografia e histologia dos tumores utiliza-se a Classificação Internacional de Doenças para Oncologia (CID-O, Segunda edição). Para o estadiamento dos tumores foi utilizada, quando aplicável e informada, a Classificação TNM da União Internacional Contra o Câncer _ UICC (Quarta edição). Além do TNM as seguintes classificações clínicas podem ser utilizadas: FIGO (para tumores genitais femininos), Chang (para meduloblastoma), Evans e D'Angio (para neuroblastoma), Reese-Ellsworth e CCSG (para retinoblastomas), Ann Arbor (para Doença de Hodgkin) e Murphy (para Linfomas Não Hodgkin), NWTS-3 (para tumor de Wilms) e Enneking (para tumores ósseos).

O Registro Hospitalar de Câncer - RHC utiliza um sistema informatizado para a processamento dos dados, desenvolvido pelo Setor de Informática da Liga Paranaense de Combate ao Câncer a partir de um Gerenciador de Banco de Dados Dataflex 3.0 que gera as tabelas de freqüência absolutas e relativas, auxiliado pelo programa Epi Info 6.04 para análise de dados. Foram também utilizados para a editoração os softwares que compõe o pacote Microsoft Office Pró versão 7.0.

Distribuição dos Casos - Considerações Preliminares

De 1990 a 1996 foram admitidos no HEG 28.889 pacientes, sendo que 19.560 tinham diagnóstico de tumor maligno, 4.643 com tumores benignos e 3.862 com outras patologias. 824 prontuários não tinham informação que pudessem permitir análise. Observa-se um aumento no número de pacientes com diagnóstico de tumor maligno admitidos no HEG, havendo um aumento de casos de 26,8% em 1996 em relação a 1990.

O Instituto Nacional do Câncer do Ministério da Saúde previa que em 1995 e 1996 ocorreria na Região Sul do Brasil 147.050 novos casos de câncer. Assim sendo, o número de casos admitidos no HEG nestes dois anos representaria isoladamente 4,3% do total de casos de câncer do Sul do país.

Dos 19.560 pacientes com tumores malignos admitidos no HEG, 13.052 (67%) foram considerados elegíveis pelo RHC, sendo 5.916 (45,3%) do sexo masculino e 7.136 (54,7%) do sexo feminino. Destes pacientes 97% tinham tumor primário único, sendo que em apenas 3% dos casos notou-se a ocorrência de tumores múltiplos, sendo a grande maioria destes casos em pacientes com tumores de pele. O número total de casos de tumores admitidos pelo RHC do HEG de 1990 a 1996 foi de 13.990, sendo que em 90,5% dos casos existe comprovação histológica do tumor primário; em 3,6% histologia da metástase e em 2,1% dos casos o diagnóstico foi firmado com base em citologia ou hematologia.

Número de Casos por tipo de diagnóstico, segundo o ano de matrícula na Instituição.

Número de Casos conforme elegibilidade no Registro Hospitalar de Câncer.

Procedência

Dos pacientes atendidos no HEG de 1990 a 1996, 78% (10.175) são procedentes do Estado do Paraná, sendo que mais da metade (5.557) destes pacientes são do interior do Estado e os demais (4.618) da Região Metropolitana de Curitiba. Os 2.835 (21,7%) dos pacientes são procedentes de outros Estados, sendo que a imensa maioria vêm de Santa Catarina (2.408 pacientes). O HEG também atendeu pacientes provenientes de Estados mais distantes: Rondônia (115), São Paulo (80), Rio Grande do Sul (79) e mais 153 pacientes de outros Estados. Apenas 42 pacientes (0,3%) são provenientes de outros países.

Faixa Etária e Sexo

Apenas 517 (4%) pacientes admitidos no HEG de 1990 a 1996 tinham menos de 15 anos de idade. No sexo feminino observa-se um aumento progressivo no número de casos já a partir dos 25 anos, com um pico de incidência entre a quarta e quinta décadas de vida, diminuindo após os 50 anos. No sexo masculino o aumento no número de casos acontece mais tardiamente do que nas mulheres (a partir dos 35 anos), com pico de incidência por volta da sexta década e queda já a partir dos 65 anos.

Estadiamento Clínico

Dos Prontuários analisados 70,6% foram estadiados, 17% eram de tumores não estadiáveis e 3,1% não se aplicava sistema de estadiamento clínico, e em 9,3% dos casos não se obteve informação sobre estadiamento do tumor.

Dos 13.990 tumores admitidos pelo RHC do HEG no período de 1990 a 1996, nos quais foram possível obter informações sobre estadiamento, 285 casos (2 %) eram in situ, 2.303 casos (16,5%) Estadio I, 2.506 casos (17,9%) Estadio II, 2.619 casos (18,7%) Estadio III e 2.164 casos (15,5 %) Estadio IV.

Diagnóstico e Tratamento Prévio

Dos 13.990 tumores admitidos, 10.854 casos (77,5%) não realizaram nenhum tratamento prévio e 3.129 casos (22,4%) já haviam sido tratados previamente à admissão: 2.750 casos (87,9%) submetidos a cirurgia, 255 casos (8,1%) tratados com alguma forma de quimioterapia, 111 casos (3,5%) submetidos a radioterapia e 13 casos (0,4%) foram tratados com hormonioterapia previamente à admissão no HEG, 18% dos casos que receberam algum tratamento prévio apresentavam doença metastática à admissão e 10,4% dos casos não tratados apresentavam-se com a mesma disseminação da doença.

BRÔNQUIOS E PULMÕES

ramificacoes bronquicas.jpg (29278 bytes)

 

O câncer de pulmão é um tumor de mau prognóstico com poucos avanços na sobrevida destes pacientes, provavelmente porque na maioria das vezes, em quase todo o mundo, o diagnóstico é feito em fases avançadas da doença. É uma doença intimamente ligada ao tabagismo, que afeta predominantemente homens, apesar de um aumento na incidência de casos em mulheres, principalmente do tipo carcinoma de pequenas células, entre as idades de 50 a 60 anos. O tratamento depende do tipo histológico e do estadiamento inicial da doença: a cirurgia é o tratamento preferencial para tumores não pequenas células, enquanto o tratamento básico para tumores de pequenas células é a quimioterapia.

A distribuição por idade é semelhante nos diversos tipos histológicos com pico de idade a partir da quinta década de vida, com queda após os 69 anos. Os carcinomas de pequenas células apresentam 12% dos casos em pacientes pouco mais jovens, por volta da quarta década.

A grande maioria dos casos de tumores de pulmão não foram estadiados (64,9%). Nos casos estadiados observa-se um nítido predomínio de tumores avançados (III e IV – 30,9%) em relação a estadios iniciais (I e II – 4,2%).

De uma maneira global, a radioterapia foi a principal forma de tratamento inicial para os casos de câncer de pulmão (52,6%). Existe diferença entre as formas de tratamento inicial de acordo com o tipo histológico do tumor, enquanto que os carcinomas em geral e os adenocarcinomas foram tratados preferencialmente com radioterapia (58,2% e 48,9%, respectivamente), os tumores de pequenas células foram submetidos inicialmente a quimioterapia em 44,2% dos casos, ou a associação de radio e quimioterapia em 40,4% dos casos.

Ao final da primeira fase de tratamento 50% dos casos de câncer de pulmão estavam vivos, 34,2% óbitos e 15,8% foram perdidos de seguimento. A análise de acordo com a histologia mostra uma maior freqüência de óbito nos pacientes com carcinomas não pequenas células e nos adenocarcinomas. No RHC do HEG de 1990 a 1996 foram admitidos 430 casos de câncer de pulmão, sendo 311 em homens e 119 (27,7%) em mulheres.